Notável, o quanto a
beleza humana pode ser dividida,
Em partículas de
puro calor e energia destrutiva.
E o quanto seus
“criadores” podem ser tão nobres,
Nobres na hora da
morte ou próximos dela.
Eu,
Quase que posso
dançar conforme o batuque de seus corações desesperados
Ou deslizar no vento
em rodopios lentos como numa valsa de batidas calmas,
Destes corações
abandonados e perdidos deitados nessa terra fria, cansados.
Meu beijo, que os
afaga e conforta, os ceifa e conhece muito bem seus desejos.
Com este eu mesmo
poderia escolher os paletós de madeira que lhes cairia bem.
Bons ou maus, não
importam as fichas que trazem meus animais para meu abatedouro.
Sou igual para todos
por que também sou uma certeza universal de suas vidinhas gastas.
A certeza de que
elas vão acabar rápido e nisto eu sou completamente perfeita!
Acho com plena
certeza, que ninguém deve se preocupar com nada nem comigo,
Como dama, sei
conquistar um cavalheiro.
E como cavalheiro
sei uma dama conquistar.
Ainda que estes não
passem de microorganismos pouco desenvolvidos
Mas que conseguem
destruir as paredes de suas casas com sua inteligência
E ruir a atmosfera
que os protege, me desejam, chamam e nem sabem disso.
Culpados! São
culpados e todos suicidas sensatos e cientes do fizeram e ainda fazem.
Eu, novamente,
quase que consigo
cantarolar enquanto danço descomunal contente
Sabendo que todas
essas almas com muito gosto e saliva eu vou devorar.

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