domingo, 21 de julho de 2013

Toques






Toma-me como teu perfeito objeto,
Como teu reflexo de vontade insana
Que o observa excitado todos os dias
E todos os dias o assiste molhado nu
Tocar a própria alma com suas mãos
Perder o senso em ruas inexistentes
Curvas sinuosas e um corpo viril, reto.
Tantas vezes de cabeça para o teto e,
Matando fetos numa imaginação fértil
Controlando os sutis pecados mortais
No ranger dos dentes cerrados e frios
Petrificados em rachaduras e gêmulas.
Ah, devora-me e mastigue meus ossos.
Pousa sobre os meus olhos todo o ódio
Feroz que consome esses teus desejos
Reprimidos e contidos em segredo vão
Por favor, sela dentro de mim tua raiva
Estupra-me, tenho-lhe isso faz tempo
Por fora e por dentro me afogue em ti
Coma da minha carne e de minha pele
E adentra-me com fisgadas doloridas
Lentas com lágrimas seguradas a força
Lentas com mais lágrimas, menos força
Transparentes envolventes brancas e
Rápidas aguçadas lotadas viventes e,
Desesperadas e todas latentes sentem
Vontade de correr depressa e morrem
Sem serem tocadas gritantes e vivas e
Interrompidas, comprimidas coloridas e
Jatos rasos raros arrasados e passados e
Ah,

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