Toma-me como teu
perfeito objeto,
Como teu reflexo de
vontade insana
Que o observa excitado
todos os dias
E todos os dias o
assiste molhado nu
Tocar a própria alma
com suas mãos
Perder o senso em
ruas inexistentes
Curvas sinuosas e um
corpo viril, reto.
Tantas vezes de
cabeça para o teto e,
Matando fetos numa
imaginação fértil
Controlando os sutis
pecados mortais
No ranger dos dentes
cerrados e frios
Petrificados em
rachaduras e gêmulas.
Ah, devora-me e
mastigue meus ossos.
Pousa sobre os meus
olhos todo o ódio
Feroz que consome esses
teus desejos
Reprimidos e contidos
em segredo vão
Por favor, sela
dentro de mim tua raiva
Estupra-me, tenho-lhe
isso faz tempo
Por fora e por dentro
me afogue em ti
Coma da minha carne e
de minha pele
E adentra-me com
fisgadas doloridas
Lentas com lágrimas seguradas
a força
Lentas com mais lágrimas, menos força
Transparentes
envolventes brancas e
Rápidas aguçadas
lotadas viventes e,
Desesperadas e todas
latentes sentem
Vontade de correr
depressa e morrem
Sem serem tocadas
gritantes e vivas e
Interrompidas,
comprimidas coloridas e
Jatos rasos raros
arrasados e passados e
Ah,
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