domingo, 21 de julho de 2013

Do outro lado ao lado





Eu não pude sentir quando a morte veio,
me lembro de ouvir um forte grito enevoado
que se calou quando a escuridão se fez pronta!
Meu corpo ficou pesado demais para levantar
e então eu o deixei cair na terra como se fosse
feito de metal. Percebi todo meu sangue evaporar
e minhas lembranças serem refletidas em lágrimas.
Eu quis muito voltar e pular nos braços de meus pais
e como desejei beijar meu querido amor que abandonei.
Ele nunca vai entender que não quis deixá-lo e que
fui forçado a seguir em planos paralelos não visíveis.
Estou com tanta sede, e com tanta fome mas não
há o que comer nem o que beber por perto.
Estou preso na encruzilhada do meu destino triste
Eu não quero seguir mas também não posso voltar.
Acho que vou ficar até virar sombra, poeira ou um eco
feito de lembranças!

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