domingo, 21 de julho de 2013

Poetare




Poeta,
é o Ninfo embebido de toda sátira,
é uma fada despeitada e
outrora é uma  bruxa esperta.
É toda princesa que envelhece
e cai o peito.
Claro! É todo Príncipe que vejo
Que até dele mesmo esconde um desejo!

Poeta,
das luzes e também das trevas.
Aquele que deturpa o espírito das palavras
devora-lhes os sentidos e significados.
Atribui-lhes dores e estados diferentes.
de sangue, virgem.
de sêmen, quente!
E de vozes que cantarolam todas eloquentes
no pulso dos ouvidos, dos meus e dos teus.

“Poetisa”
minha linda e mais perfeita vadia
única mulher que ouso adentrar e arrancar
suspiros puros, lágrimas escuras
e todos os possíveis gemidos sujos!

“Poetisa”
filha de águas turvas e tristes,
da vagina das Evas, e de também de Lílith
Do luar vulgar prostituído ao grande sol.
Meninas bonitas são mulheres deliciosas,
p'ros faunos de ontem e também p’ros atuais.
Os que nos poetas sabemos bem como fazer
Ou letrar em feitiços cheios de rimas.




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