Você escreve sozinha até quando
rodeada por muitos.
Parece querer contar para caneta suas
dores escondidas.
Mas no papel não caberão todas essas
historias sofridas.
Que quando, nua, as absorve de todas
as pessoas da tua rua.
Nem todo mar do seu pequeno planeta
cabe nos seus olhos.
Este que tantas pessoas se afogaram e
com elas te levaram.
Onde navios se afundaram dentro de
suas lágrimas angustiadas.
Não há muito além do que peixes abissais
antigos e pavorosos.
Sua cabeça abaixada todos os dias
brincando de sonhar pra longe
Esperando príncipes que nunca virão e
coroas que não existem!
Crias-te tantas muralhas feitas de
teu choro petrificado não escutado.
Veste-se como uma mulher bonita e
adulta mas é uma criança torta
Está faminta de colo e atenção de
carinho e de emoção de pai e de mãe.
Diz-se estar feliz e cheia de forças,
nem consegue ver que já está morta!
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