domingo, 21 de julho de 2013

1407 ll

 
,tenho o espírito expulso de meu corpo
pelas chamas gananciosas desse novo
Deus, esse que surgi no horizonte mais
vermelho que nos já vimos nessa terra!
Nossas famílias estão chorando, meu amor
grita, ele pobre grita no meio de todos
sem poder fazer muito além de assistir
minha essência ser transformada na frente
de todos em puro pó, cinzas e poeira
cósmica... Me chamam de bruxa, ou de Isabel
dependendo da classe social que se dirige
a mim. Graças a bondade dos espíritos
eu desmaiei com a fuligem e a fumaça
que entraram em minhas veias respiratórias
e assim, assisti minha própria queima
do lado de meus entes queridos... Com
a dor, e o calor vivo que destrua minha
carne eu não via mais por que estar ali
acompanhando os vivos, aumentando seus
sofrimentos e tormentos na forma de uma
lembrança morta e viva ao mesmo tempo,
um fantasma, uma mulher, um demônio...
Como disse depende da classe que se
dirige a mim.
Estava pronta para ir embora, quando
senti as mais quentes correntes prenderem
minhas pernas nessa existência repleta
de desespero, eu me via imóvel e enquanto
isso podia ver a alegria desses pomposos
que não se importaram com minha morte,
pelo contrario planejavam matar mais e
mais pessoas. Foi quando eles vieram,
Obscuros, Tenebrosos e extremamente Frios.
Aplacaram as dores espirituais do fogo
que eu mantinha no meu intimo pós-morte!
Naquele momento senti toda força que as
trevas podem alimentar dentro de um coração.
Eu os odeio, detesto e jamais serei capaz
de perdoar perante reencarnação à
reencarnação alguma, eu os desejo vivos
e doentes sujeitos a toda imundice que
condição humana pode dar!

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