quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Soneto da Desilusão




As palavras foram simples e diretas, seteiras.
Tais como vespas conjuradas a um pote de mel.
Estacas de ossos pontudos a perfurar meu véu e
Estilhaçar meu escudo e o entregar em labaredas.

Espírito feliz, mas que agora jaz deturpado, falso.
Ferido por palavras amigas e também conhecidas
Maltratado em tristeza, abandono e sinais fascistas
Condenado a chorar calado as lamurias deste ato!

- Curioso o quanto é vulnerável, ainda que seja forte
Por que mais rodeado e confiante mais jogado a sorte.
Como prevenir a sutil faca que carrega nossa morte?!

- Não, não literalmente! Isso nunca será possível, não!
Uma vez que o humano mais seguro, fiel e astuto...
Sobre circunstâncias do coração sempre o será volúvel!

 


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