terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cantis Donatra Seta Venastra Lumus





[De, O livro Vampiro, Grimoire ]


[...] Vós que caminham acostumados na noite sem luar, cantam como lobos famintos que comeram da carne da mãe ao nascer e chuparam os ossos do pai em seu falecer. Amaldiçoados os espíritos naturais e errantes que possuem as arvores e as fazem assobiar como sentinelas das florestas silenciosas, os evoco aos meus pés.

     Vós que são como as notas que compõem as vozes humanas e animalescas que viajam nesses ressoares bem como vem depressa como a peste nos ventos e a praga na palavra proferida. Eu os evoco aos meus pés.

     Vós que ascendem as fogueiras eternas e nelas choram como se estivem diante luto, nelas tentam apagar suas cicatrizes cauterizadas e eternizadas na ganância humana com lágrimas desesperadas de suas almas queimadas. Eu os evoco aos meus pés.

    Vós que rastejam pelas paredes como vermes, serpentes e escorpiões quais se levantam das paginas deste Grimoire e tomam forma pensamento em doenças e términos trágicos, acidentes assombrosos e entidades afogadas em amargura e desejo de vingança. Eu os evoco aos meus pés.

    Atendam meu pedido lágrimas esquecidas, e terão suas velas novamente iluminadas para que sirvam de faróis, guias para as casa quais lhes mando em visita!

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