[De, O livro Vampiro, Grimoire ]
[...] Vós
que caminham acostumados na noite sem luar, cantam como lobos famintos que
comeram da carne da mãe ao nascer e chuparam os ossos do pai em seu falecer.
Amaldiçoados os espíritos naturais e errantes que possuem as arvores e as fazem
assobiar como sentinelas das florestas silenciosas, os evoco aos meus pés.
Vós que
são como as notas que compõem as vozes humanas e animalescas que viajam nesses
ressoares bem como vem depressa como a peste nos ventos e a praga na palavra
proferida. Eu os evoco aos meus pés.
Vós que
ascendem as fogueiras eternas e nelas choram como se estivem diante luto, nelas
tentam apagar suas cicatrizes cauterizadas e eternizadas na ganância humana com
lágrimas desesperadas de suas almas queimadas. Eu os evoco aos meus pés.
Vós que rastejam
pelas paredes como vermes, serpentes e escorpiões quais se levantam das paginas
deste Grimoire e tomam forma pensamento em doenças e términos trágicos,
acidentes assombrosos e entidades afogadas em amargura e desejo de vingança. Eu
os evoco aos meus pés.
Atendam
meu pedido lágrimas esquecidas, e terão suas velas novamente iluminadas para
que sirvam de faróis, guias para as casa quais lhes mando em visita!

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