[ De, O livro Vampiro, Grimoire ]
[...]
Ainda há algumas poucas raízes fincadas nesse chão trincado. Trincado chão que
é um pedaço de terra que se esqueceu de respirar, mas que sustenta um enorme
pendulo cheio de espinhos e gavinhas tortas. Três são os braços de madeira que
nascem do pendulo comprido. Três, também são as belas rosas que existem na mão
de cada braço espinhento.
Uma rosa Vermelha para todo
sangue esquecido!
Uma rosa Azul para todo o choro
nunca escutado!
Uma rosa escura, totalmente
desprovida de cor, para toda a dor, tristeza e gritos depressivos que um ser
qualquer pode suportar. Esta roseira é fria e nunca contente infeliz por apenas
ser existente. Há dias que chegam a nevar e as folhas da bela criatura chorosa
chegam a rachar ou se estilhaçar conforme o vento lhes bate e destrói.
E ainda que as irmãs
amaldiçoadas não possam nos contar suas historias, percebemos na falta de
perfume, no silencio morto quebrado por lágrimas e presença assombrosa que
assola a roseira que não há encanto, ou qualquer contentamento nelas nem para
elas... Teu símbolo natural é um selo imortal. Transparentes para todos os
olhos que não conseguem ou não ousam voar tão alto. São elas as encarnações
evocadas de nosso tempo desperdiçado, nosso ódio consumado, abandonos e
maldades plasmados na forma lamuriosa de três belas damas despetaladas!

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