[ De, O Livro Vampiro, Grimoire ]
[...] Minha língua esguia escorreu pelos sonhos do belo
rapaz, lambeu todo teu corpo e como sanguessuga beijou teu peito forte e dele
fez morada à cobra vampira e apaixonada. Eu sou a razão de todos esses
pesadelos pervertidos e desses dias duros e completamente excitantes. Sou a
casa e o ninho, sou teu canário de rabo longo e no bico trago o laço do
passarinheiro para que pises e mergulhe nessa armadilha quente que meu coração
proferiu em teu caminho! Nestas noites que o vento lhe assobia e quase sussurra
nomes, estou cantando tua assinatura para a lua e as estrelas em rodopios
assinam na terra nossos nomes em forma de trança raiz. E com chuva regram essa
trança para que esta cresça junto ao teu desejo de me possuir, tomar o pouco fôlego
que tenho e fazer também de meu peito tua morada. Atenda meus chamados e venha
junto dos raios me alegrar, ouça a voz que te guia nas estradas e entenda os números
que estão escritos na tua imaginação, perceba as letras que me evocam e não
tenha medo, permita-se me chamar dentro da escuridão, estou te esperando.

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