quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Alastra Imperata Serpen Tis Serpen





[ De, O Livro Vampiro, Grimoire ] 



[...] Minha língua esguia escorreu pelos sonhos do belo rapaz, lambeu todo teu corpo e como sanguessuga beijou teu peito forte e dele fez morada à cobra vampira e apaixonada. Eu sou a razão de todos esses pesadelos pervertidos e desses dias duros e completamente excitantes. Sou a casa e o ninho, sou teu canário de rabo longo e no bico trago o laço do passarinheiro para que pises e mergulhe nessa armadilha quente que meu coração proferiu em teu caminho! Nestas noites que o vento lhe assobia e quase sussurra nomes, estou cantando tua assinatura para a lua e as estrelas em rodopios assinam na terra nossos nomes em forma de trança raiz. E com chuva regram essa trança para que esta cresça junto ao teu desejo de me possuir, tomar o pouco fôlego que tenho e fazer também de meu peito tua morada. Atenda meus chamados e venha junto dos raios me alegrar, ouça a voz que te guia nas estradas e entenda os números que estão escritos na tua imaginação, perceba as letras que me evocam e não tenha medo, permita-se me chamar dentro da escuridão, estou te esperando.

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