quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Anjos Poltergeist




Os anjos que me confortam aqui e me abraçam forte
E sobre mim suas asas repousam de leve e com carinho
Navalhas com farfalhar ousam ao escolher meu caminho
Em badaladas me recortam a carne e levam-me a morte.

São como Testrálios celestiais ao meu fim destinados
Selados nas pontas de brilho dos meus olhos medrosos
Os que irradiam toda a fúria de seus corações rancorosos.
Dos céus vindos e profetizados para destruir foram fadados.

Sem piedade, temor ou compaixão possuem meu coração.
As criaturas destilam em meu peito seus gritos e grunhidos
Egocentristas, narcisas e nascidas dos assombrosos mitos.

Meu corpo calado e em agonia silenciado escuta o seu fim
Cantarolado na boca dos malditos que minha alma estupram.
Nada contra este arregaçar posso fazer se não dele esperar!

  


  


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