Os anjos que me
confortam aqui e me abraçam forte
E sobre mim suas asas
repousam de leve e com carinho
Navalhas com farfalhar
ousam ao escolher meu caminho
Em badaladas me
recortam a carne e levam-me a morte.
São como Testrálios
celestiais ao meu fim destinados
Selados nas pontas de
brilho dos meus olhos medrosos
Os que irradiam toda a
fúria de seus corações rancorosos.
Dos céus vindos e
profetizados para destruir foram fadados.
Sem piedade, temor ou
compaixão possuem meu coração.
As criaturas destilam
em meu peito seus gritos e grunhidos
Egocentristas, narcisas
e nascidas dos assombrosos mitos.
Meu corpo calado e em
agonia silenciado escuta o seu fim
Cantarolado na boca
dos malditos que minha alma estupram.
Nada contra este arregaçar
posso fazer se não dele esperar!

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