O passado comeu minha língua fria
E minhas virtudes numa só mordida.
Engoliu toda decência que tive um dia
E de quase nada precisou pra que eu
Ficasse de quatro, apenas uma
cuspida!
Passou os dedos por minha virilha
quente
E com a boca em forma de pente me
rasgou
A carne com os dentes e ferveu todo
meu
Sangue até borbulhar de tesão minha
mente!
Sinto-me fraco, por correr jogado
todo entregue.
Nos braços do morcego que me chupa e
faz mal
Para este amor que tem mais fogo que
carinho
E serpentes que se enroscam em meu
pau!
Tem gosto de sujeira esses teus olhos
repletos
Perplexos negros e cheios de beleza.
São ruins
Obscuros e tem todo o meu ser de
coração
Todo meu corpo come na palma de sua
mão!
Nenhum comentário:
Postar um comentário