quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Doce Pecado





O passado comeu minha língua fria
E minhas virtudes numa só mordida.
Engoliu toda decência que tive um dia
E de quase nada precisou pra que eu
Ficasse de quatro, apenas uma cuspida!

Passou os dedos por minha virilha quente
E com a boca em forma de pente me rasgou
A carne com os dentes e ferveu todo meu
Sangue até borbulhar de tesão minha mente!

Sinto-me fraco, por correr jogado todo entregue.
Nos braços do morcego que me chupa e faz mal
Para este amor que tem mais fogo que carinho
E serpentes que se enroscam em meu pau!

Tem gosto de sujeira esses teus olhos repletos
Perplexos negros e cheios de beleza. São ruins
Obscuros e tem todo o meu ser de coração
Todo meu corpo come na palma de sua mão!

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