domingo, 17 de novembro de 2013

A Terça Parte Das Estrelas





Meus olhos são de pedra                             [...] – Em honra à ele destruiremos,
E meu coração é um galho                           e não haverá um só coração que
Espetado de todo veneno                            não prove de nossas flechas repletas de
E arame farpado com nos                            de todas as taças e pragas que existem.
Que o trancam até mesmo                           que acorrentarão sofrimentos e eternidade
Da luz do sol ou da brisa da                         em cada gota de luz que pensarem ser uma
Lua fria [...]                                                 vã esperança.
Eu sou a primeira ponta que                         [...] Com sangue e doenças perturbadoras
Ilumina o dia e com ele fui,                           lembraremos o sacrifício original de nosso
Parti com a terça parte das                          senhor Messias que nos levou a gloria do
Estrelas que me seguiram                             conhecimento e entendimento lhes somos
Abraçadas a minha coroa real                      gratos pela beleza de passear na terra do
Fiéis até o fim da aurora e até                      gado que possuímos e habitamos as costas
Depois dela [...]                                          feitiços imortais conjurados.
Eu sou o anjo suicida que                            [...] Nós, somos os cavaleiros armados do fogo
Do céu pulou num ato raso.                         Que desceram do céu junto ao rei dos reis
Sou eu o rei de todas as dores                     para causar toda espécie de fome, guerras
Que essas flores são destinadas                   e a peste nebulosa dos olhos que ansiosos
A sentir e a perderem a cor até                    imploram pela lança da morte verdadeira.
Serem cor dos meus belos olhos                  Beberemos toda a vida até que nada reste
Cinzas, morte [...]                                        além de sombras e escombros.
Meus, os braços que raivosos                      [...] Dentro do coração de cada general ou soldado
Rasgaram a camada de ozônio                     um de nós devorará a bondade e piedade suas
Dando-lhes os braços quentes do                causaremos força e ódio no gatilho dos assassinos
Vórtice deixando que lhes fosse a                lhes roubando a inocência e o direito de responder
Sorte da vida negada e quarada em             contra o mal que lhes fora dado e de bom grado
Pura luz de plutônio no bico de bons           abraçado. Pois nada mais desejam que matar-se.
Pássaros que explodem em nuvens              Pobres dos pobres estupefatos e enganados no
De cogumelos radioativos. Sou eu, o           escuro, todos culpados culminaram para sempre
Homem o demônio [...]                               no frio e no fogo de seu inferno na terra.



 




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