Perdoe os meus olhos, é que eles mal podem se conter de
tanta felicidade quando estão parados e enfeitiçados diante dos teus. Posso me
perder nessas trevas escuras cor do abismo no qual habita a perdição de todos
os homens bons, você! Você que me faz ter os pensamentos e os desejos mais
intensos, pervertidos e inteiramente demoníacos. Amo te amor meu que não me
pertence, amo te mais que a mim mesmo e assim estou padecendo de uma dor quase
incalculável, estou perdido nos números, nos dias nas datas e tudo o que faz
lembrar-se do tempo, é que eu já não tenho noções capazes de te dizer que horas
são! Teus olhos, esses perfeitos buracos negros são armadilhas destrutivas para
boa moral dos jovens dos velhos e de todos ao mesmo tempo. Por que te olhando
sou um velho que devora o passado em lembranças molhadas e sente falta de meter
a língua com velocidade no véu de açúcar que você me esconde, aquele que nós
sabemos bem a cor e gosto. Como também sou um jovem encantado com suas
primeiras gotinhas de chuva branca e um adulto perverso com dentes de lobo que
adora o som dessa chuva e sabe o poder que tem seu perfume... Amo te com
tanta fome e com tanta sede que eu beberia do sumo dos teus olhos e comeria
seus sorrisos em beijos ardentes controlados por correntes que eu desejo mais
que tudo quebrar. Suas mãos, molhadas da
seiva das árvores mais belas e novas me fazem pensar como seria bom sentar em
seus dedos macios e os sentir
acariciando meu galho carne repleto
de gavinhas e veias que suspendem de sua base ate a cabeça grande grossa
que cheira leite de animal. Animal, este eu, que insano e entregue no sabor dos
seus olhos quer te comer por traz como um porco devora em silvos, uivos, gemidos e grunhidos aquele em que mete seu membro com tanto amor e ódio e com
tanto destes sentimentos grita de dor numa perfeita e complexa simbiose entre o
humano e o animalesco. Não tenho culpa, se meus sonhos depravados querem você, é que
só você me faz ter sonhos assim, depravados dignos de forca e fogueira... E eu iria pra qualquer uma delas de bom grado
se eu pudesse antes encharcar de cuspi e
leite adoçado esses teus buracos apertados e encantadores. Morreria feliz depois
de os deixar melados e arrombados com amor e te olhando nos olhos.
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magnífico
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