Como posso dormir em paz se ao fechar os olhos e deitar um
pouco, chove dentro da minha cueca pensamentos que carregam seu nome e
assinatura? Eles parecem querer escrever na cabeça do meu pau ainda mole livros
autobiográficos, extensos e solitários que me agarram por meio do saco como se
dançassem entre meus pelos... Pobre louco eu, irrigando minhas calças com
fúteis sensações desprovidas de pudor que, com certeza estão longe de ser amor.
Mas dominam as minhas entranhas mais profundas, coram minhas bochechas e incham
meus lábios, dilatam minhas pupilas e cobrem meu espírito de cuspe. O deixa
esbranquiçado e viscoso, gostoso grande e grosso... Grosso como um homem ruim,
ignorante e cabeçudo sim, que pouco concorda com o que pedem. Eu, demônio das
madrugadas que cobiça, late morde e fica de quatro sou feito de volúpia pura e
um pouco de culpa por não conseguir me segurar nesses momentos de vergonha. Só
peço que entenda que, como menino que sou eu vou cantar sempre que sou homem
embora a idade me negue isso e, cantando, as vezes me vejo num dueto contigo...
Isso me deixa louco todas noites e em todas elas te homenageio de varias
formas, em vários lugares e com tantas posições que a pele de meu pau, coitada, já
nem aguenta mais de tão esfolada. Talvez precise de um carinho, de um abraço
teu ou do remédio que só tem dentro da
sua boca, uma língua quente e louca que me tem como mamadeira e procura por
tudo me beber todo apertando os bicos do meu peito e arranco os fios em volta
dele. Como posso continuar assim? Indo te ver na igreja imaginando você
sentando devagar segurar minha mão com medo da dor e implorando paciência...
Destruído minha consciência com pedidos
brandos a vontade é de soltar e rasgar meu pau e você por dentro ao mesmo tempo
sentindo ele afundar melado nessa aventura e projeção que consome quase todo
meu coração!
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