Dadas as personificações e encarnações das mais
obscuras,
friorentas, pervertidas, tenebrosas e tão antigas
criaturas,
que putrefaz e assolam a terra e suas dimensões
paralelas.
As volúpias esquecidas que viajam nas brisas frias e
fracas,
vindas do cemitério pra onde vão sonhos e amores
abandonados
chorar acorrentados em seus sepulcros de pesadelos
eternos.
E junto desses ventos rasos cheios de rastros de pura
maldade,
que enfeitam de vermelho os dentes cravados na carne
dos mortais.
Faço-me, um louco e feliz psicopata por mastigar tudo
que respira.
Banquetes sem fim pra nós as trevas que os devoram desesperadamente
e tão tontos de fome que estamos roemos seus ossos
como cães espectrais,
quais se levantaram das mais escuras e cruéis
profundezas abissais.
Tal é esta a escrita manchada de sangue e das mais
prazerosas perversões,
e ainda assim, mal podem relatar todas as nossas
profecias e fétidas visões
que nascem no coração horrendo da besta, o jovem poeta
sangrento.

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