Ainda lembro do cheiro forte do cansaço
estampado nos teus jatos misturados a gritos
perdidos no meio dos gemidos limpos e
também dos sujos e indecifráveis urros
de animais no cio devorando suas almas.
Debaixo de chuvas brancas, gotinhas puras
de vida, viscosas e saborosas que nos cortam
o rosto e inundam a boca, afoga-me e te afoga
nesse beijo manchado de intensas volúpias
destrutivas,
que corroem nossas faces falsas de boa moral
e revela nossos segredos mais antigos
que só as paredes de nossos quartos sós
e nossas mãos cheias de calos podem saber
contar!
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