Meus
pecados são das cores mais doces e antigas
Descritas
na linhagem sanguínea desta minha família
Guardados
nos bolsos e dentro da boca de meu irmão
Que
se escondem em suas mãos e debaixo dos lençóis
Recobertos
de anzóis e farpas que rasgam meu coração.
Destilam
em meu peito de poucos fios e muito suados
Esse
veneno que me espelho e que mato o meu desejo
Com
gracejos sua carne eu rasgo e com saliva despedaço
Depois
o sirvo com tantos gritos e gemidos embriagados
Os
quais todos juntos evocam os prazeres deste incesto.
Nosso
amor que fraternal é tão cruel quanto vivo e eterno
Nele
abrigamos nossas lutas de corpos viris e epiléticos sós
Quase
devorando a própria alma ao mesmo que lamentando
O
gozo que culpado por todos é por todos também invejado
Somos
jovens bonitos tão perdidos quanto frios e molhados.
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