segunda-feira, 20 de julho de 2015

Girassóis Sós



dancem as lembranças no escuro
no silencio mais bonito e único, puro.
Na promessa eterna e naquele ultimo
frio na barriga, virgem expectativa de
um sol quente e girassóis e sorvete e,

domingo, 3 de maio de 2015

Versos Brancos Finitos





Algumas coisas são muito engraçadas, são quentes como sol e intensas como a própria paixão encarnada, são entorpecentes lascivas, sensuais,
bonitas e com perfumes coloridos, cheiros quadrados e triangulares mas,
sem saber explicar como esses sentimentos se estabelecem ou afloram
em nossos narizes, bocas, olhos e pelos cabelos do corpo, também nem
percebemos quando estas estrelas incandescentes são sopradas de nós
e as tempestades vibrantes se tornam brisas e ciscos fracos, pedacinhos
de pessoas partidas pelas tristezas e/ou simplesmente monocromáticas!
Não é errado se entregar ao fim, nem deixar que as coisas morram, elas
morrerão algum dia, secaram as flores e espinhos brotaram até novas flores estejam prontas para nascer... Todos os sentimentos são finitos e
absolutamente nenhum sobrevive ao tempo, ele destroi tudo o que toca
e tudo que toca é eterniza em lembranças antigas cravejadas de sonhos
realizados ou não! A dor nos ombros, nós pés cansados, olhos cerrados e
na alma são inevitáveis, são irrevogáveis e certos sobre cada sentença
nesta terra. Deixar ir não é uma escolha, nem desejo nem vontade nem nada até por que, quem sabe que está aqui há muito tempo entende que nada as horas são curtas demais para que mereçam crença das belezas.

Cartão de Visita



Como diz minha avó,
- O sorriso é cartão de visita da gente;
Então vamos sorrir, abrir as janelas da sala
colocar um café bem quente pra passar, e sorrir!
Ninguém precisa saber mais do que o necessário
E exatamente por isso as pessoas vão nos admirar,
pela belíssima capacidade de sorrir e tomar café
embaixo dos grandes cataclismos pessoais.

Rimas Vazias




Eu esperei por uma hora.
Mas nenhuma reposta milagrosa, extraordinária
ou mágica eu tive, só silêncio e falta.
Então eu esperei mais uma hora.
E dessa hora eras inteiras se passaram e cristos
nasceram, mas resposta nenhuma eu tivera.
Eu espero mais outra hora.
E desta nenhuma outra resposta como em todas
as horas eu tive, só silêncio e rimas brancas vazias.
Então eu esperei mais uma hora, sem me lembrar que
outrora há se passado todas horas que tinha e no fim
só houve silêncio e rimas vazias.

sábado, 25 de abril de 2015

Passa Vida






Passa vida
Passa lá em casa menino homem
fique pra um café bem quente e não
te apresse a olhar as janelas, fique
mais, mais pra um almoço bem feito e,
se der tempo janta comigo para sempre.
Trás bagagens inteiras nos bolsos e
também trás os olhos limpos, e a fome de
vida [...]


Passa lá em casa velho menino, trás vinho,
trás mais café e se der não traga teus passos
sujos de passado! Traga sapatos novos e
folhas branquinhas sem linhas para que a poesia
seja verdadeira e não escrava da métrica e rima;
Vem com o coração na mão e não se prenda ao
presente momento, ele já estará morto amanhã,
um Brinde ao medo do novo, do nosso novo vinho.


Passa ao longe mas não passe lá em casa, saudade.
Não tenho pranto suficiente pra chorar as noites e
meus dias não precisam mais doloridos que as feridas
vivas da angustia, passa longe se der, não me deixe
cair em teu colo gelado nem beber do copo raso, essa
maldade que só me faz lembrar quão mortal nos somos,
Não demora, maldita, não tarde com a visita vá mais cedo
e me deixe só com o medo, por favor, saudade dele!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Lira do Deslocado





dá-se nome aos nefandos quando as estrelas
caírem na terra e queimarem a pele dos mortais.
Como pedaços do sol tocando o planeta com gozo
- é que merecemos mais esta lama que seus homens,
seus habitantes nobres e suicidas destruidores e
devoradores de tudo o que lhes é bom, monstros quais
faremos banquetes, sopas e guisados com suas tripas.
E em seus corações costuraremos sapos e escorpiões.
Feitiços e encantamentos para prender suas almas podres
em nossas garras e asas negras feitas das trevas de seu
universo horrendo, pois, somos nós, as mortes que tanto
procuram no céu! Eu sou o verbo não encarnado por escolha,
imortal na fumaça e em espírito, dono da eternidade e da luz
que raia a manhã a estrela maior dos sonhos lascivos e das
escolhas desobedientes, sou o pai da verdade minha e o filho
das verdades de cada homem vivente sobre a poeira dos meus
pés...    

Ossos Velhos




Um ultimo encantamento antes do alvorecer
dos meus ossos velhos, um para ter vida nos
cantos do meu corpo torto e sabor na ponta
da língua para desferir as melhores palavras.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Chuvas Conhecidas




Descansei o coração na chuva da noite
onde os sonhos são mais saborosos e
as certezas de te ver são mais claras que
o próprio sol dentro das trevas, saudades!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Sem notícias, Amor




Bem no alto da palavra clara
há um manifesto do meu amor
terminado e fincado na carne
antes que a tarde se fizesse!

Depois do assolado meio dia
deitado na terra das sombras
meu coração não cantará mais
o seu nome ele o cuspirá longe.


Lembre-se dos sonhos loucos meus
das portas para o nada que abrimos, 

as janelas, as lamparinas os sorrisos.
 

Trancadas no fundo dos seus bolsos
  sendo deixadas quietas onde não há
chaves, nem rumores do meu amor.

Saudade Velha



Não há muito nessa historia de meu coração
só há dor e desilusão e umas poucas rimas,
pobres meio brancas e as vezes contorcidas
pra lembrar o sabor do meu amor e da ferida.

Da marca nos pulsos cortados e os retratos
velhos no sangue quente a jorrar pelo chão!
Até as camas desarrumadas e o velho pijama
largado ainda suado sobre a cabeceira velha.

É, digno de pena as memorias lamuriosas e
vagas desta estrada cravejada de rumores que
não são verdade, e verdades no escuro vazio.

Pena do meu coração que ainda vive sozinho e
por medo não acompanhou a razão de sua vida
até a morte, condenado a se arrepender sempre

Vela de sol



Queimei as horas
em sonhos lúcidos.
Queimei como o sol
enquanto te amei [...]

Fiz das trevas o amor
e do frio fiz o magma,
meu choro e meu olho
escorridos na tua dor.

Até que o fim, soprasse
a vida dos meus braços
carreguei nossos laços.

Até que os mesmos sem
piedade se desfazerem
fáceis, frente nossas faces.

Rosto Feio




Odeio a forma com que invade meus sonhos.
Essa estupidez precisa parar antes que eu atire
em você toda a magoa calada que lhe tenho e
faço alguns buracos em seu coração feio e torto!

Pior é ter imagens em preto e branco na cabeça,
lembranças, dias inesquecíveis e sonhos idiotas
em lugares que eu nem sei se ainda existem e com
cheiro de noite fria e um medo perfeito de ser visto!

É a velha vontade de tocar nos mortos de beijar o vento
e deixar que a musica proibida embale o momento só,
em prol de derreter o tempo em valsa notas e raiva [...]

Eu já sei onde anda, onde te encontrar e deixar minha
mão escorregar por seu rosto feio numa esquina ou em
qualquer lugar que nós conhecemos, só nos conhecemos!

Fim das Quaresmeiras




Nós nem percebemos quando os pássaros
deixaram de cantar e as flores fecharam-se.
É que aquele canário azul, com cheiro de frio
e noite aquietou-se até que o silencio fez-se!

Apertou o peito com dor e prendeu o sopro
pra não precisar chorar nem ver meus olhos.
Covarde! Covarde! Minhas palavras tentativas
de não desaparecer nos vultos do nosso fim[...]

Deitei os soluços junto as dores na barriga e fiz
força também, não queria deixar de existir, eu,
só dormi quando o sono veio foi impossível ser.

As quaresmeiras continuaram as flores mais belas
do ano ainda floriam como se zombassem ou só
tivessem pena de mim, adormecido à observá-las.

domingo, 25 de janeiro de 2015







,tive que escolher entre o amor e a felicidade,
,tive que deixar toda dor do mundo corromper
meu coração pra poder guardar no peito no
lugar, a tua lembrança o teu rosto e o teu não!


Não pedi o ao sol que nascesse em meio a tanta
a dor confusão, nem pedi aos céus que em mim
guardassem as nuvens doces dos teus sorrisos
e tampouco clamei a noite pra ouvir, nosso choro.


Mas assim chegou, o crepúsculo do meu amor e,
não sarou as cicatrizes, trincaram nosso futuro e,
trancaram a razão do meu suspiro num relicario.


Como a cruz, a rosa e a guerra foram destruídas
e suas cinzas tristes espalhadas no meu corpo que
é o templo da maldade, do sofrer e do teu forte não!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Espuma






Foi-se à mar meu fado calado
meu grito abafado nas ondas
e meu choro na espuma branca.
Foi-se à mar, meu amor malvado,

Largou em mim areia e terra alva
fez em mim lágrimas salgadas de
um dor entendida somente pelas
aves, gaivotas tristes, testemunhas.


Lá foi-se entregar o peito ao ceifeiro
das almas, das mal amadas, mofadas
e das que nem chegaram a partir [...]


Lá, no entardecer deitou no escuro o
coração livre, lá bem onde as sereias
lhe roubaram a vida em sussurros.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

séculos



Tem dias que,
Talvez não precisassem de mim.
- E, se possível não acenda a luz,
eu só quero dormir este século

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Tempos Perdidos



Vírgulas de Tempo Perdido, paginas
e mais paginas onde meu coração que,
seco sedento se escorreu e morreu só;
Talvez não houvesse necessidade de
ler, se o meu [quem] pudesse escutar
o que já li, e, bem talvez não precisasse
de livros, se, houvesse um "quem"  

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Folhas Velhas



Coração palpitante repleto de panfletos teus
Lido de longe do nosso fim escrito a dedos e
sangue num velho e feio folhetim, que deu a nós
dores noturnas e labaredas inteiras, afogadas
nas lagoas que cortam nossos rostos tristes na
 
forma de choro, de fogo e de morte liquida.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Café Doce



Café com chocolate,
e saudade!
É assim que faço a minha tarde
esmiuçada em ossos porosos e
um gosto doce, de vida, de sol
quente e de pele velha cheia de
dores... De saudades, saudades
do meus mortos amores.

Não-Amarelo



Não há nesse mundão
verbo o qual já não tenha
derretido em tempos e mais
tempos vãos nem mais as
minhas vírgulas e pontos
acompanham-me na estrada
de pedras não-amarelas!

domingo, 11 de janeiro de 2015

,




, eu esqueci o meu nome.
Por que é engraçado sentir vontade de gritar
quando é noite e não vale a pena acordar as
pessoas, principalmente as que não vão querer
ou se quer tentar entender de [lírica.]
 
, eu esqueci o meu nome.
 
Foi logo depois de prometer meu coração no
primeiro galanteio de vento, e como papo furado
sacola sem fundo lá foi-se meu amor pelo leite
derramado, escorrer na praça da [saudade] nossa.

, eu esqueci o seu nome.

Por que não vale muito a pena ser criança sempre
e tampouco é divertido chorar na juventude todos
os dias da vida e menos ainda ser um velho de [19]
anos preciso em época, corpo, e alma estranhas!

, eu esqueci o seu nome.

Foi logo depois de ver que a vida pode ser sim a
maior gritaria de todas [...] e que há pessoas neste
mundo que são felizes e dispostas para ouvir nossas
loucuras e nossa lírica sem fundamento concreto, [Eu]

sábado, 3 de janeiro de 2015

Primeira Flor de Janeiro



O coração é um instrumento musical perfeito,
ele ressoa notas molhadas ou secas através
dos olhos ou da boca, em sorrisos ou em choro!
 
O meu em particular ressoa para dentro e como
uma singularidade, uma morte astral, absorve
tudo e silencia no vácuo as minhas vontades de
 
falar, ou gritar aquilo que consome todas as forças
do meu estômago, raiva, remorsos, e duvidas as
quais eu bebo num gole desprezado de sono!
 
Sim, é tudo que tenho no meu relicário, no bolso
do meu peito, magoas, e principalmente mentiras!
 
Não ditas e guardadas como doenças que escorrem
caladas cortando meu rosto em labaredas de ódio!

ll Tristeza


Nas profundezas dos sonhos
Onde habitam os rumores de 
uma vida contemplada de sons
 
e palavras brancas, perdi-me ,
donde tudo o que é bonito não
vive suficiente pra ver o raiar
 
dos dias daqueles que venceram
as batalhas mais dolorosas e
sangrentas! Onde tudo o que
 
resta é uma vontade não vista
ou sentida de ser aquilo que não
posso, ou, aquele que é capaz;

lll Tristeza



Vejo os teus pés sujos de barro
e o teus lábios sempre tão falsos
são também tão fáceis de ler ou
 
de serem percebidos por mim [...]
São como as estrelas que firmes
garantes seu brilho a todo custo
 
ainda que este brilho seja de outra.
É, meu pequeno coração, tais são
estes os lampejos dos mentirosos
 
os quais nós já decoramos todo o
repertório, de suas tragédias somos
 
as donzelas as pobres finitas feitas
às dores e mazelas do acreditar!