quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Fim das Quaresmeiras




Nós nem percebemos quando os pássaros
deixaram de cantar e as flores fecharam-se.
É que aquele canário azul, com cheiro de frio
e noite aquietou-se até que o silencio fez-se!

Apertou o peito com dor e prendeu o sopro
pra não precisar chorar nem ver meus olhos.
Covarde! Covarde! Minhas palavras tentativas
de não desaparecer nos vultos do nosso fim[...]

Deitei os soluços junto as dores na barriga e fiz
força também, não queria deixar de existir, eu,
só dormi quando o sono veio foi impossível ser.

As quaresmeiras continuaram as flores mais belas
do ano ainda floriam como se zombassem ou só
tivessem pena de mim, adormecido à observá-las.

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