Foi-se à mar meu fado calado
meu grito abafado nas ondas
e meu choro na espuma branca.
Foi-se à mar, meu amor malvado,
meu grito abafado nas ondas
e meu choro na espuma branca.
Foi-se à mar, meu amor malvado,
Largou em mim areia e terra alva
fez em mim lágrimas salgadas de
um dor entendida somente pelas
aves, gaivotas tristes, testemunhas.
Lá foi-se entregar o peito ao ceifeiro
das almas, das mal amadas, mofadas
e das que nem chegaram a partir [...]
Lá, no entardecer deitou no escuro o
coração livre, lá bem onde as sereias
lhe roubaram a vida em sussurros.

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