domingo, 25 de janeiro de 2015







,tive que escolher entre o amor e a felicidade,
,tive que deixar toda dor do mundo corromper
meu coração pra poder guardar no peito no
lugar, a tua lembrança o teu rosto e o teu não!


Não pedi o ao sol que nascesse em meio a tanta
a dor confusão, nem pedi aos céus que em mim
guardassem as nuvens doces dos teus sorrisos
e tampouco clamei a noite pra ouvir, nosso choro.


Mas assim chegou, o crepúsculo do meu amor e,
não sarou as cicatrizes, trincaram nosso futuro e,
trancaram a razão do meu suspiro num relicario.


Como a cruz, a rosa e a guerra foram destruídas
e suas cinzas tristes espalhadas no meu corpo que
é o templo da maldade, do sofrer e do teu forte não!

sábado, 24 de janeiro de 2015

Espuma






Foi-se à mar meu fado calado
meu grito abafado nas ondas
e meu choro na espuma branca.
Foi-se à mar, meu amor malvado,

Largou em mim areia e terra alva
fez em mim lágrimas salgadas de
um dor entendida somente pelas
aves, gaivotas tristes, testemunhas.


Lá foi-se entregar o peito ao ceifeiro
das almas, das mal amadas, mofadas
e das que nem chegaram a partir [...]


Lá, no entardecer deitou no escuro o
coração livre, lá bem onde as sereias
lhe roubaram a vida em sussurros.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

séculos



Tem dias que,
Talvez não precisassem de mim.
- E, se possível não acenda a luz,
eu só quero dormir este século

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Tempos Perdidos



Vírgulas de Tempo Perdido, paginas
e mais paginas onde meu coração que,
seco sedento se escorreu e morreu só;
Talvez não houvesse necessidade de
ler, se o meu [quem] pudesse escutar
o que já li, e, bem talvez não precisasse
de livros, se, houvesse um "quem"  

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Folhas Velhas



Coração palpitante repleto de panfletos teus
Lido de longe do nosso fim escrito a dedos e
sangue num velho e feio folhetim, que deu a nós
dores noturnas e labaredas inteiras, afogadas
nas lagoas que cortam nossos rostos tristes na
 
forma de choro, de fogo e de morte liquida.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Café Doce



Café com chocolate,
e saudade!
É assim que faço a minha tarde
esmiuçada em ossos porosos e
um gosto doce, de vida, de sol
quente e de pele velha cheia de
dores... De saudades, saudades
do meus mortos amores.

Não-Amarelo



Não há nesse mundão
verbo o qual já não tenha
derretido em tempos e mais
tempos vãos nem mais as
minhas vírgulas e pontos
acompanham-me na estrada
de pedras não-amarelas!

domingo, 11 de janeiro de 2015

,




, eu esqueci o meu nome.
Por que é engraçado sentir vontade de gritar
quando é noite e não vale a pena acordar as
pessoas, principalmente as que não vão querer
ou se quer tentar entender de [lírica.]
 
, eu esqueci o meu nome.
 
Foi logo depois de prometer meu coração no
primeiro galanteio de vento, e como papo furado
sacola sem fundo lá foi-se meu amor pelo leite
derramado, escorrer na praça da [saudade] nossa.

, eu esqueci o seu nome.

Por que não vale muito a pena ser criança sempre
e tampouco é divertido chorar na juventude todos
os dias da vida e menos ainda ser um velho de [19]
anos preciso em época, corpo, e alma estranhas!

, eu esqueci o seu nome.

Foi logo depois de ver que a vida pode ser sim a
maior gritaria de todas [...] e que há pessoas neste
mundo que são felizes e dispostas para ouvir nossas
loucuras e nossa lírica sem fundamento concreto, [Eu]

sábado, 3 de janeiro de 2015

Primeira Flor de Janeiro



O coração é um instrumento musical perfeito,
ele ressoa notas molhadas ou secas através
dos olhos ou da boca, em sorrisos ou em choro!
 
O meu em particular ressoa para dentro e como
uma singularidade, uma morte astral, absorve
tudo e silencia no vácuo as minhas vontades de
 
falar, ou gritar aquilo que consome todas as forças
do meu estômago, raiva, remorsos, e duvidas as
quais eu bebo num gole desprezado de sono!
 
Sim, é tudo que tenho no meu relicário, no bolso
do meu peito, magoas, e principalmente mentiras!
 
Não ditas e guardadas como doenças que escorrem
caladas cortando meu rosto em labaredas de ódio!

ll Tristeza


Nas profundezas dos sonhos
Onde habitam os rumores de 
uma vida contemplada de sons
 
e palavras brancas, perdi-me ,
donde tudo o que é bonito não
vive suficiente pra ver o raiar
 
dos dias daqueles que venceram
as batalhas mais dolorosas e
sangrentas! Onde tudo o que
 
resta é uma vontade não vista
ou sentida de ser aquilo que não
posso, ou, aquele que é capaz;

lll Tristeza



Vejo os teus pés sujos de barro
e o teus lábios sempre tão falsos
são também tão fáceis de ler ou
 
de serem percebidos por mim [...]
São como as estrelas que firmes
garantes seu brilho a todo custo
 
ainda que este brilho seja de outra.
É, meu pequeno coração, tais são
estes os lampejos dos mentirosos
 
os quais nós já decoramos todo o
repertório, de suas tragédias somos
 
as donzelas as pobres finitas feitas
às dores e mazelas do acreditar!