terça-feira, 8 de julho de 2014

Nuvens de cinza e neve



Dou-me de repente e de supetão num sonho incomum, num ar espectral triste porém conhecido de tantas noites[...] parece que, desta vez me é permitido lembrar ou melhor, recordar por onde meu espirito passou, pousou ou pairou! Estou em minha própria casa, e em meu quintal que está esbranquiçado como se houvesse pingado tinto nele, minha árvore, qual já não existe mais nesta dimensão minha e tua, comum estava lá, linda e grandiosa no entanto seca e trincada. Era somente a silhueta da minha antiga árvore que tanto sinto falta! Eu estava a contemplar aquela visão completamente imóvel, flutuando em pensamentos que não consigo lembrar. Nem triste nem feliz eu a contemplava com emoção.... E nesta mesma sinestesia contraditória eu percebia cinzas e neve que pintava todo o ar, estava nevando sobre minha árvore morta e incrivelmente que esta morte era o momento mais lindo qual me lembro de um sonho!

Madrugada, 8 de Julho.

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