,deitei meu coração na maré revolta
do teu peito cruel e arfante...
Se eu sabia que beijava a tristeza?
É claro mas, nunca foi tão alegre!
Os teus olhos vazios e ao mesmo cheios
da cor imensa do universo...
Escuro, curioso e sozinho!
Os labios poetas dançavam levemente
na boca de maçã...
Se eu sabia que beijava uma serpente?
É claro mas, nunca foi tão alegre!
Bebi teu sumo doce com beleza e gritos
mal conseguia pronunciar palavras.
Menos doce foi o orvalho do flagelo
que me trouxe a dor vazia da morte minha.
Se eu sabia que beijava a Loucura?
É claro mas, nunca foi tão alegre!
Eu chovi tantas vezes que os céus...
Os céus tinham piedade com um solzinho
bom de vez em quando.
