terça-feira, 11 de novembro de 2014

Verde Vivo





,dá-me o sol que preciso pra empoeirar
este guarda-chuva de choro decadente...
Dá-me o vento de que preciso pra tentar
voar longe, bem longe depois do muro dos
que morreram sós em seus fatigantes nós!

Saudades dos mortos, dos não nascidos
e dos decorridos sorrisos apagados no véu
dos espíritos mais antigos... Saudades amor,
donde toda aquele dor faleceu em flores
azuis e cintilantes, esmeraldas em pétalas,
que durante muito tempo pintou a alvorada
do meu coração cinza, verde vivo!