domingo, 8 de junho de 2014

Elegias



Do outro lado da promessa eterna,
mora o mostro dos estilhaços, o que
frio quebrou corações inteiros e eles
certeiros todos terminados em cacos!


[....] é como um sonho, ou pelo menos parte de um! Eu vejo lampejos de olhares e lugares que pertenceram e que um dia passei, mas que agora são menos que curtos lampejos. Ruas, café, flores rochas, alfaias, frio e noites que tinham cheiro e sabor propriamente dizendo de, juventude e...
principalmente, do novo! Nós morremos, para que cada um cruzasse estradas e pontes para o longe e desconhecido, um filho de números que um dia conheceu um filho de letras, e ainda que todo destino, trevas e luzes brilhassem e obscurecessem seus caminhos dizendo, fim, eles existiram juntos até que o sol se pôs e dentro da noite cada qual com sua estrela cadente partiu... Lampejos, esses ricos no céu da minha boca e no céu das nuvens me engasgam o estomago em borboletas bobas e doidas
as que são atemporais, são flores rochas dos nossos antigos varais onde a roupa limpa infelizmente nunca foi vestida!


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sei lá [...]



Sei lá [...]
só cinza e de clima frio,
Sei lá [...]
só meio feio e febril,
Sei lá [...]
só torto, bobo e morto!

,sopradas estas lamurias e desesperadoras aves negras no vento da boca do meu velho amor... Triste, finito e infinito na promessa a ser quebrada todos os dias e noites, para que o eterno seja mortal no sorriso e no choro de quems já não existem!