segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Cage




Desta gaiola nem das grades lembrarei e deste
Meu dono infame com o bico teus olhos roubarei

E os mergulharei num poço de sangue e raiva que
Ele desesperado gritara de dor e de medo por estar

Aprisionado como eu na escuridao so e nela tao sos
Morreremos serei entao tuas grades e ele sera o

Meu triste canario acorrentado em cantorias feitas
De elegias sopradas ao fim dos tempos do dono e do

Objeto revoltado maldito e vingativo enlouquecido
Em maus tratos e feito psicopata com felicidade

Radius


A chuva dos meus olhos empoeirados
Veio acompanhada de uma dor amiga

Saudade velha e conhecida da noite e
Do dia que em minha barriga magra e

Fraca relampeja troveja e devasta de
Fome e tambem de sede da tua falta

Sinto as estranhas todas estranhas e
Com o pessimo habito de roncarem e

Sangrarem de tanto desamor e tanta dor
Que constroem o cinza a minha cor

Dolor



Numa maldita hora a saudade chega no vento
Trazendo tempestades montadas em cavalos

Rapidos e lentos galopando tormentos sobre
Nossas vidas esquecidas pelos amores nossos

Os que nao tiveram pena ou do de fulminar os
Nossos ossos a po poeira e pedras infinitas as

Sofridas como pregos batidos no coraçao dos
Que ficam e fintam suas raizes onde o solo sem

Sol as congelara como sujos trastes e no lugar
Da cabeira de nossas camas colocara uma lápide

Finen



Cairam se os muros dos teus castelos
E os teus escudos todos fracos e bem

Calados destruidos neste nosso escuro
Ninguem vai conhecer nossos filhos e

Filhas que nao  mais nacerao e que se
Foram antes mesmo de chegar bem

Quando o amor terminou de nos contar
Que o fim era chegado e o mundo todo

Acabou em tristes pedaços nossos cacos
incrustados de lágrimas de sangue e sal

Fames



Pobre do pequeno “galante cavaleiro andante”
Desistiu das estradas e nelas sucumbiu sufocante

Morreu de sede e de fome onde carcaça nenhuma
Lembrara seu nome nem tao pouco teu esforço ou

Mesmo ainda os nos que deu seu pescoço Pobre
Do filho abandonado pela sorte desesperado sem

Muito amor cruzou pelos vales de fogo e deitou se
Com a morte moça jovem e sempre eterna como tal

A bela dos feios amargurados chave que destranca
O sofrimento com tormento o coração dos esfomeados

Umbra



Quando o silencio chegou em seus olhos
Despiram se depressa de toda cor possivel

E atiraram se em pleno breu absoluto onde
So gritos e tambores da feliz morte astuta

Se ouvia no escuro e triste fim dos azarados
Que esta comia e sem muita demora lhes

Trancafiava os espiritos atormentados em
Seus proprios calvarios doloridos iluminados

Por velas brancas que em pouca chama ruim
Transportavam as suas lembranças doloridas